• Marcelly Chrisostimo

"Por que os professores não colaboram comigo?"

Atualizado: Set 8



A escola é um mundo paralelo. A impressão que eu tenho todas as vezes que entro na escola é a de ser transportada para um mundo complexo, com regras e protocolos próprios e detalhistas...


Mas, não importa o quão complexo esse universo seja, ele é composto por pessoas. E como bem diz meu professor de oratória Andre, da @kreativv, "Pessoas se conectam com pessoas". As relações humanas não podem de forma alguma ser negligenciadas e elas farão total diferença no desempenho do seu trabalho.


Toda segunda feira, abro minha caixinha de perguntas para a Mini Mentoria. E é curioso observar que as perguntas se repetem. Não porque fazem a mesma pergunta, mas, a maioria das perguntas está relacionada à mesma raiz: dificuldades de relacionamento e colaboração com professores.


"Por que os professores não colaboram comigo?" "Os professores não respondem os meus emails." "Os professores não topam participar dos meus projetos."

"Os professores me ignoram..."


Como é uma questão que aflige muitas pessoas, vou compartilhar algumas dicas que podem ajudar nesse ponto tão sensível. Eeeeeita que hoje a gente vai tocar na ferida!


Sabemos que a colaboração, projetos em parceria e a troca de conhecimentos e experiências são essenciais para o sucesso de um projeto, evento... principalmente no ramo da educação.


Mas, como colaborar quando parece que falamos sozinhos?


Como colocar as ideias em prática sem um retorno dos professores?


Vamos, primeiramente, pensar na rotina de um professor.


Durante os 6 primeiros anos em que eu atuei em Bibliotecas Escolares, a experiência foi focada em Ensino Fundamental II e Médio. É um segmento onde os alunos tem mais autonomia, independência, liberdade... Eu estava bem próxima dos alunos, mas, sempre no tempo livre, no auxílio à pesquisa e aos projetos. Não em uma posição "professoral".


Daí, recebi uma oportunidade de ir trabalhar em uma escola com o outro segmento: Educação Infantil e Ensino Fundamental I (pré escola até 5o ano). A relação e a função do bibliotecário era completamente diferente. Por se tratar de uma escola internacional, os professores são reconhecidos como professores especialistas. Os alunos tem tempos de aula fixos na grade de horários, as chamadas "aulas de biblioteca". Essas aulas me colocaram em uma posição até então completamente nova para mim: a de teacher librarian, bibliotecária professora.


Eu sempre admirei os professores, mas, honestamente, não tinha idéia do FLUXO DE TRABALHO gigantesco. As primeiras semanas foram desafiadoras, minha mente não parava um segundo. Eu tinha mais de 400 alunos por semana, mais de 20 planejamentos de aula semanais para dar conta, mais a gestão da biblioteca, contato com os pais, atendimento, emails, lidar com fornecedores... Era como se eu aliasse a função bibliotecária com a de um professor mesmo. E foi nesse lugar de equilibrista que eu entendi melhor a rotina, demanda e necessidades de um professor.


Um professor precisa fazer planos de aula, correções, incentivar os alunos, fazer diferenciações para os alunos que estão em dificuldade, oferecer apoio emocional muitas vezes, integrar suas aulas à outras disciplinas, lidar com mau comportamento, dar feedback aos pais, se reunir com os pais, organizar projetos, dar as aulas, pesquisar novas fontes e inspirações, decorar as salas de aula. Tudo isso com um sorriso no rosto. A maioria deles aprende também que precisa dar conta de tudo sozinho, sem pedir ajuda...


Eu sei que nós, bibliotecários, também trabalhamos MUITO! Mas, o que quero mostrar para vocês aqui é que nem sempre o professor x não responde às suas propostas e ideias de projeto só porque ele nao quer. Já passou pela sua cabeça que ele pode ter medo de assumir mais uma demanda e não dar conta?


Então vamos lá, vamos pensar em 4 pontos importantes: 1) Não é pessoal quando o professor diz não.

2) O professor entendeu sua ideia, projeto, sugestão? A expectativa que você tem dele está clara?

3) Como você o abordou e compartilhou a ideia?

4) O quanto de trabalho extra topar sua ideia representa para ele?


Se você se interessa por esse assunto, te convido a estar conosco nos nossos AULÕES porque lá estou compartilhando estratégias que eu utilizo para quebrar essas objeções de alunos, pais e professores... No Aulão 6, dia 08 de Setembro, às 18:30 (excepcionalmente), eu vou apresentar as 3 principais estratégias que eu uso para conseguir conquistar um espaço para colaboração com professores!


VEM!


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Lembrando que as pré matrículas para o curso gratuito "Assumi a gestão. E agora?" estão abertas! Clique aqui para se inscrever e garantir sua vaga! O cenário é bem comum. Nós nos esforçamos tanto para cursar a graduação que muitas vezes, não pensamos no que acontecerá depois. Nem todo mundo tem a oportunidade de se formar empregado ou aprovado em um concurso. E a busca pelo tão sonhado diploma é rapidamente trocada pela busca pela primeira oportunidade de atuar com CRB ativo.


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Nele, discutiremos sobre algumas chaves que podem ser o diferencial na organização, gestão e talvez, a razão para não jogar tudo pro alto, no nosso primeiro ano de gestão de uma biblioteca escolar.


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